• Vera Cristina

#dia 9 - Tento encontrar a pergunta certa

Com o tempo, fui ouvindo muitas perguntas. Aquelas que me faziam e eu tinha que responder. Meu nome, o nome dos meus pais, onde morava, se queria algo, etc, etc. Foi muito mais difícil quando as perguntas pularam para dentro de mim e ficaram ressoando lá por anos. Pior era eu tentando responder, mas percebendo que elas não faziam mais sentido na minha vida. Como é difícil fazer calar essa multidão questionadora que se instala em nossa mente e faz tanto ruído que não consigo ouvir a mim mesma ... Talvez por isso goste tanto do silêncio externo. Obriga a multidão interna a se organizar para falar, pelo menos e, depois de um tempo, a se calar. Quando isso acontece, posso me ouvir.

Ouvir meu silêncio. A paz. A força. A direção a tomar.

Como um novelo de lã embaralhado do qual queremos achar a ponta e, antes de enfrentar a empreitada, respiramos fundo, prendemos um pouco o ar e o soltamos todo, abrindo espaço para um novo ar. E, então, nossas mãos sabem como puxar e esticar os fios e achar a ponta. E as perguntas que nos direcionam, mais que qualquer resposta definitiva, chegam. De lá. Do profundo.

Do silencioso vazio.

Sunyata.



Foto arquivo pessoal

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