• Vera Cristina

#dia 31 - Sempre haverá histórias para contar

Quando menina, eu gostava de me sentar no banco de madeira da cozinha da minha avó materna e ouvir suas estórias sobre como conheceu meu avô, durante uma procissão, oferecendo um guarda-chuva. Também me divertia muito com as estórias de minha avó paterna sobre sua juventude, quem era quem na nossa família, sempre de modo divertido e um pouco debochado.

Cresci gostando de ouvir estórias, embora algumas, que envolviam algum tipo de violência, não tenham me atraído, mas não me afastaram de ouvir as pessoas.

Ao me tornar mãe, contar estória foi um desenrolar natural para aproveitar meus poucos momentos com minhas filhas e, também, compartilhar com elas minha apreciação pelas estórias, pelos livros e suas ilustrações.

Como professora, falava muito, talvez com pouco espaço para estórias. Isso foi mudando, conforme fui envelhecendo, querendo compartilhar aspectos da minha trajetória que poderiam ajudar meus alunos.

Continuei a contar estórias para meus netos e isso ajuda a apaziguar meu coração.

Contar estórias de forma escrita é dominar outra linguagem, outro espaço e isso foi novo para mim. Me tornar uma julher foi como um “upgrade” para escritora, ao mesmo tempo em que me desafiou a ser forte, acreditar e chegar ao final do desafio.

Agora eu sei que sempre vai ficar algo a ser dito, explicado, compartilhado ... uma estória para contar.

Mas ... que máquina de costura é essa? Por que você está segurando uma pedra? Ah, essas são outras estórias!!

31.vii.2020. Final de tarde. Consegui!!! #julher #julherquevou #julhoquefui



Fotos: casal com guarda-chuva (fonte: dreamstime.com); máquina de costura (fonte: Pinterest); autora (fonte: arquivo pessoal)

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